O Brasil na Arte Popular

O Sesc Belenzinho recebe, a partir do dia 17 de maio, a exposição “O Brasil na Arte Popular”, reunindo cerca de 400 obras, de 51 artistas de 12 estados brasileiros, presentes no Museu Casa do Pontal, espaço que abriga a maior coleção do gênero no país.

SESC BELENZINHO APRESENTA A EXPOSIÇÃO O BRASIL NA ARTE POPULAR, REUNINDO O ACERVO DO MUSEU CASA DO PONTAL, MAIOR COLEÇÃO DO GÊNERO NO PAÍS

Com curadoria de Angela Mascelani, mostra entra em cartaz a partir do dia 17 de maio, com entrada gratuita

O Sesc Belenzinho recebe, a partir do dia 17 de maio, a exposição “O Brasil na Arte Popular”, reunindo cerca de 400 obras, de 51 artistas de 12 estados brasileiros, presentes no Museu Casa do Pontal, espaço que abriga a maior coleção do gênero no país. A mostra – montada no Galpão da Unidade, fica em cartaz até o dia 10 de agosto de 2014.

Com curadoria da antropóloga Angela Mascelani, a exposição traz obras com temáticas que abrangem as atividades cotidianas, festivas e imaginárias do povo brasileiro. A mostra destaca o artista individual, com pensamento, criação formal e soluções plásticas, além das coletividade criadoras, com estilos próprios e marcas comuns, como do Alto do Moura (Pernambuco), Vale do Jequitinhonha (Minas Gerais) e Juazeiro do Norte (CE). O Museu Casa do Pontal detém o maior e significativo acervo de arte popular do Brasil. Com a missão de proteger, conservar e exibir um acervo de mais de 8 mil obras, uma das funções é promover a divulgação criteriosa dos artistas e das obras, tendo por base a realização de pesquisas nos principais centros de produção.

“O critério da curadoria foi pela seleção de obras potentes capazes de transmitir ao público a força desta produção no Brasil. Além disso, a exposição tem como objetivo oferecer uma visão sincrética acerca do mundo cultural no qual floresce a arte popular brasileira. E mostrar as maneiras por meio das quais os participantes deste segmento, historicamente situado nas periferias e nas zonas rurais, atualizam suas presenças no cenário contemporâneo do país e nos novos contextos urbanos”, explica Angela Mascelani.

A curadora acrescenta ainda que “a mostra quer possibilitar o surgimento de reflexões sobre a arte popular brasileira tradicional, de inspiração rural e como esta arte vem se transformando no Brasil altamente urbanizado da contemporaneidade”.

UMA VIAGEM PELO BRASIL

A mostra traz logo na entrada um painel azul com 10 metros de extensão com barcos suspensos, em alusão ao Rio São Francisco, importante eixo na produção da arte popular. Com águas férteis, carrancas e mitos, o rio atravessa cinco estados – Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas, com águas que fertilizam a terra transportam e reúnem pessoas, objetos e lugares distantes. A partir daí, o espectador percorrerá um roteiro que pretende aproximar o público das viagens feitas pelo colecionador e criador do Museu Casa do Pontal, Jacques Van de Beuque, no período de formação da coleção.

A exposição aborda também obras relacionadas ao outros rios, chegando ao Vale do Jequitinhonha, onde antigas paneleiras transformam potes e moringas em bonecas. “Neste segmento, barro, madeira e fogo, ou seja, a arte cerâmica, inventam o inexistente, destacando-se artistas como Dona Isabel Mendes da Cunha e Noemisa Batista”, explica Angela Mascelani.

POR TERRA

Por terra, a exposição aborda a região do Alto do Moura, em Caruaru, Pernambuco, com Mestre Vitalino e a famosa escola de bonecos de cerâmica, reunindo suas criações mais antigas, feitas ainda na década de 1940. Seu cunhado Zé Caboclo, cuja obra inspirou o escritor e prêmio Nobel de Literatura José Saramago a escrever o livro “A Caverna”, também faz parte da mostra. Já artistas como Manoel Eudócio, Luiz Antonio e o poeta Manoel Galdino entrelaçam com modelagens à vida comum aos ritos e eventos extraordinários.

Na exposição ainda há como tema os subúrbios cariocas, os jogos de adultos praticados nas ruas e praças e a efervescência do carnaval no Sambódromo. Uma grande máquina criada pelo artista do movimento Adalton Lopes apresenta um sambódromo especial, onde os camarotes são criticamente ocupados de maneira igualitária por pessoas de todas as classes, pelos turistas e pelo povo.

De São Paulo, há obras de Padeiro Oliveira e a dança de São Gonçalo, com presença destacada na região atravessada pelo rio Paraíba, suas nascentes e afluentes. De Santa Catarina a mostra apresenta a obra “Pau-de-fitas”, de Zezinho, que relembra o tempo em que a fecundidade da terra era motivo de ritual e celebração. Já da ampla zona do Cariri, no Ceará, foram selecionados os nomes de Ciça, Celestino e Nino, com toras coloridas e entalhadas.

SINALEIRO DE VENTO

A obra “Sinaleiro de Vento” (com 3 metros de altura), feito por Francisco Rosa dos Santos, do Paraná é um dos destaques da exposição, remetendo ao ar fresco, às brisas e aos atalhos que levam as pessoas, às vezes por acaso, pelos caminhos da vida e da arte. A curadora Angela Mascelani  ressalta que “no seu entorno, estão obras que tematizam a vida como um ciclo que se repete e que se impõe com a naturalidade do que é comum a todos nós. São obras que celebram os nascimentos e a infância com suas brincadeiras; os namoros, a prosa nas feiras, as músicas, os casamentos com suas vestes sedutoras. As danças, a solidariedade na hora do parto e na hora da morte.”

ESPAÇOS

O projeto da montagem da mostra tem como objetivo a preocupação em se deixar espaços arejados, para que o visitante possa inventar trajetos e criar as próprias conexões. “É importante lembrarmos que a arte popular brasileira fala do que é comum a todos nós. Ela aciona memórias, ela convida aos devaneios e instaura temporalidades diversas. Estimula conversas entre as gerações e distintos contextos culturais. Também fizemos uma seleção que nos permitiu trazer obras raras, verdadeiros ícones da arte popular brasileira, sem nos esquecermos daqueles artistas menos conhecidos”, reforça Angela Mascelani.

A curadora salienta ainda que “o visitante pode experimentar a exposição de maneira temática. Na Arte Incomum os destaques são os barcos de guerreiros propostos por Nhô Caboclo e os monstros de Manuel Galdino. Deste último artista chama a atenção sua criação ‘Lampião Sereia’, onde o pernambucano funde os princípios masculinos e femininos dizendo que ‘se Lampião tivesse conhecido o mar teria abrandado sua natureza violenta’”.

Por fim, vale destacar ainda que o espaço será ambientado com sons, temas e músicas de festas populares como o Carnaval Bumba- meu-boi, Boi de mamão, Cavalo Marinho, Maracatu, Cavalhada, Folia de Reis, Calango e Pau-de-fitas.

MUSEU CASA DO PONTAL

O Museu Casa do Pontal, fundado há 38 anos, reúne em suas galerias no Rio de Janeiro a maior e mais emblemática coleção de arte popular do Brasil, com um acervo de mais de oito mil esculturas e modelagens feitas por cerca de 200 artistas populares de todas as regiões brasileiras. A coleção foi iniciada há mais de 50 anos pelo designer francês Jacques Van de Beuque.  Jacques se dedicou de forma incansável e apaixonada a pesquisar a arte popular, não medindo esforços para descobrir artistas país afora, dos quais se tornou amigo. O acervo recobre a produção feita em toda segunda metade do século XX. Tombado em 1989 pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Artístico e Cultural do Rio de Janeiro, o museu recebeu, em 1996, o Prêmio Rodrigo Mello Franco de Andrade, concedido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, que o reconheceu como “melhor iniciativa no país em prol da preservação histórica e artística de bens móveis e imóveis”. Em 2005, foi condecorado com a Ordem do Mérito Cultural, principal comenda de caráter nacional que é oferecida pelo Governo Federal e o Ministério da Cultura.

SERVIÇO

Exposição O Brasil na Arte Popular – Acervo Museu Casa do Pontal

Abertura: 17 de maio de 2011, às 17h.

Horários: Terça a sábado, das 10h às 21h. Domingos e feriados, das 10h às 19h.

Classificação Livre. Grátis.

Local: Galpão

Sesc Belenzinho

Endereço: Rua Padre Adelino, 1000 Belenzinho – São Paulo (SP)

Telefone: (11) 2076-9700

www.sescsp.org.br/belenzinho

Estacionamento

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